O combate às metas abusivas é agora a prioridade dos bancários. Em reunião da mesa temática de Saúde realizada nesta sexta-feira, 25/3, com membros da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), os representantes dos trabalhadores exigiram participar das estipulações e da aferição das metas. Ainda, os bancários defenderam que essas sejam coletivas e definidas de acordo com a realidade do departamento ou da agência e que os caixas não devem ser submetidos a elas.
"A categoria bancária é uma das que mais sofre com LER/Dort e problemas de saúde causados por stress. E a causa disso é, principalmente, a pressão e o ritmo intenso de trabalho justamente para alcançar metas cada vez mais altas e difíceis de serem atingidas", explica Crislaine Bertazzi, diretora de Saúde da Fetec-CUT/SP.
Recentemente, os bancários conquistaram o acordo histórico contra o assédio moral, outro problema que muitas vezes é decorrência das metas abusivas. Agora, os bancários querem ampliar seus direitos e cortar o mal pela raiz.
Apesar de terem sinalizado na negociação da Campanha Nacional 2010 que aceitariam debater o problema das metas, os bancos agora alegam que isso é política de cada instituição e que eles têm o direito de geri-las de acordo com suas conveniências. "A Fenaban se recusa a discutir um assunto que está em pauta desde 2009 e que está sempre presente nas reuniões que fazemos, por afetar diretamente na saúde do bancário. Mas, da mesma forma como agimos na questão do assédio moral, vamos tratar agora das metas", afirma Crislaine.
Calendário - A próxima reunião da mesa temática será marcada no início do mês de maio e discutirá o Programa de Reabilitação Profissional. Em 2009, os bancários conquistaram a cláusula 41ª que trata da reabilitação. Entretanto, a cláusula não obriga os bancos, nem tampouco estabelece que caso a empresa queira aderir ao programa deva assinar algum instrumento com os sindicatos e o que acontece na prática é que as instituições, apesar de afirmarem que já implantaram o programa, não dão muitas informações sobre seu funcionamento.
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segunda-feira, 28 de março de 2011
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Resultado da enquete sobre as Metas nos Bancos
quinta-feira, 6 de maio de 2010
FETEC e Sindicato lançam a Campanha “Menos Metas, Mais Saúde”

O assédio moral e metas abusivas são velhos conhecidos dos bancários. Os trabalhadores da categoria figuram entre os que mais sofrem com o adoecimento por transtornos mentais causados principalmente pela pressão diária para o cumprimento de metas individuais.
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Para mudar essa realidade, os Sindicatos filiados à Federação dos Bancários da CUT (Fetec), estão lançando a Campanha “Menos Metas, Mais Saúde”.
Durante a Campanha, será distribuído aos bancários uma cartilha de esclarecimento sobre a questão das metas.
O movimento sindical tem por objetivo o fim das metas abusivas e proposta com embasamento nos debates, conferências, pesquisas e consultas feitas junto aos trabalhadores.
No ano de 2008, foram registrados 747,7 mil acidentes do trabalho. Na distribuição por setor de atividade econômica, o setor de serviços - onde estão incluídos os bancários - respondeu por 50% do total de acidentes do trabalho. De acordo com informação da Previdência Social, os subsetores "atividades financeiras e de seguros" responderam por 12,8% do total das doenças relacionadas com o trabalho.
Em 2009, os bancários responderam a uma consulta onde 69% dos que opinaram definiram debater as metas abusivas como demanda principal.
"O bancário hoje sofre com metas inalcançáveis e o tema é algo complexo. As metas estão diretamente relacionadas à questão do assédio moral, da saúde, da geração de emprego e da individualidade das pessoas; e que é fruto da concorrência dos bancos e das reestruturações ocorridas ao longo dos anos. Além de reivindicarmos o fim das metas abusivas, a campanha servirá como forma de denunciar os bancos, além de alertar e incentivar outras categorias que sofrem com o mesmo problema”. – comenta Paulo Santos Mendonça, presidente do Sindicato.
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