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segunda-feira, 21 de março de 2011

Funcionários do Bradesco reforçam luta pelo PCCS justo e valorização

Dirigentes sindicais do Bradesco de todo o país estiveram reunidos na quinta e sexta-feira, 17 e 18, em São Paulo, para reunião ampliada da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, órgão da Contraf-CUT que assessora as negociações com o banco. Os trabalhadores atualizaram a minuta de reivindicações a ser apresentada ao banco e decidiram pela reedição da Campanha de Valorização dos Funcionários.

Na quinta-feira, os bancários discutiram o recente acordo de combate ao assédio moral assinado pela Contraf-CUT e vários sindicatos com a Fenaban e diversos bancos, entre eles o Bradesco. Na avaliação dos sindicalistas, trata-se de um avanço importante, mas que precisa da vigilância do movimento sindical para que se torne efetivo dentro do Bradesco. "Em um banco, que há pouco tempo sequer admitia a existência do assédio moral, sem dúvida é um avanço. Mas é preciso um período de tempo para que avaliemos como o banco vai se comportar", afirma Elaine Cutis, diretora da Contraf-CUT e coordenadora da COE do Bradesco.

Na sequencia, os bancários assistiram uma apresentação a respeito da SA8000, norma internacional que avalia a responsabilidade social das empresas. A certificação foi concedida a alguns prédios do Bradesco e desde o início foi questionada pelo movimento sindical, uma vez que um dos pontos principais da avaliação é a garantia de direitos para os trabalhadores. "Trata-se de um banco que toda vez que 'negocia' com seus trabalhdores é apenas para negar as reivindicações", ressalta Elaine.

Na sexta-feira, os dirigentes sindicais acompanharam a apresentação do economista Miguel Huertas, da subsede do Dieese na Contraf-CUT, que analisou os dados do balanço do banco em 2010. A empresa fechou com lucro líquido de R$ 10,021 bilhões, elevação de 25% em relação aos R$ 8,012 bilhões de 2009. "Pelos números apresentados, fica claro que a saúde do Bradesco vai muito bem. Porém, na contramão, os trabalhadores continuam enfrentando péssimas condições de trabalho e não conseguem avançar na mesa de negociação", denuncia Elaine.

Para mudar essa situação, os trabalhadores discutiram e atualizaram os pontos da minuta de reivindicações, a ser entregue ao banco para retomada das negociações permanentes. Entre os principais itens, figuram antigas demandas dos funcionários que o banco se recusa a negociar. O destaque é a criação de um Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS) com critérios justos e transparentes e que garanta a real valorização dos trabalhadores.

"Acreditamos que um banco, que no discurso ser responsável nas relações com seus trabalhadores, deveria mudar sua postura e efetivamente negociar melhores condições de salário e trabalho ", conclui a diretora da Contra-CUT.


Fonte: Contraf-CUT

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Justiça da Bahia condena Bradesco por proibir que funcionários usem barba

A Justiça do Trabalho condenou o Banco Bradesco S/A por discriminação estética pela proibição do uso de barba pelos empregados. A decisão foi divulgada nesta quinta-feira (23), depois que a 7ª Vara do Trabalho de Salvador negou recurso do banco. A condenação, em primeira instância, foi baseada em ação civil pública ajuizada em 2008 pelo Ministério Público do Trabalho. Agora o Bradesco poderá recorrer ao Tribunal Regional do Trabalho.

De acordo com a sentença, o Bradesco deve pagar R$ 100 mil de indenização por dano moral coletivo. O valor deve ser revertido ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Para o juiz Guilherme Ludwig, o veto à barba fere a Constituição, que garante que "são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação".

Segundo mencionado na sentença, a defesa do banco alegou que uma pesquisa realizada por um site de seleção apontou que competência e aparência estão entre traços mais importantes para o sucesso profissional e que a maioria dos entrevistados declararou que a barba "piora a aparência e/ou charme".

O juiz afirmou que o levantamento foi feito apenas no âmbito dos executivos, "público que não se confunde com o do brasileiro médio".

Juiz cita personalidades que usam barba

Ele citou o presidente Lula como um homem que usa barba e foi tido como confiável em pesquisa sobre personalidades brasileiras publicada neste ano por um jornal de circulação nacional. Ludwig mencionou ainda Jesus Cristo, John Lennon, Machado de Assis e Charles Darwin.

O juiz considerou que o veto ao uso de barba por funcionários é "conduta patronal que viola inequivocamente o direito fundamental à liberdade de dispor de e construir a sua própria imagem em sua vida privada".

A sentença também determina que o banco divulgue em jornais da Bahia e na TV mensagens dizendo que alterou seu "Manual de Pessoal", para excluir a proibição. Procurado pelo G1, o Bradesco informou, por meio de sua assessoria, que não comenta o processo, que ainda está sub judice.


Fonte: G1

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Video da Final entre Bradesco Centro 2 e Itaú-Unibanco

Compacto da Final entre Bradesco Centro 2 e Itaú Unibanco, realizado no Rola Bola em Jundiaí no dia 04 de setembro de 2010.



Fonte: Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Bradesco Centro 2 é campeão do Campeonato de Futebol Society 2010



No último dia 04, no Rola Bola em Jundiaí, o Bradesco Centro 2 sagrou-se campeão do Campeonato de Futebol Society 2010 com vitória eletrizante sobre o time do Itaú-Unibanco que estava invicto até a final*.

No primeiro tempo, a supremacia foi do time do Bradesco que abriu uma vantagem de quatro gols sobre o adversário, com três gols de Otávio e um gol de Denis.

O que parecia fácil para o Bradesco, tornou-se um pesadelo. No segundo tempo, o time do Itaú-Unibanco esboçou reação e fez três gols – dois de Diogo e um de Daniel. Mas o time do Bradesco acabou fazendo mais um gol com o artilheiro Denis e mais um de pênalti com o jogador Pio. O Itaú fez mais um gol com Diogo, mas já era tarde demais, e o Bradesco sagrou-se campeão, vencendo o jogo por 6 a 4.














Disputa do 3º lugar

Houve também, a disputa do 3º lugar, onde o time da CEF venceu o time do BB que jogou com apenas cinco jogadores. A CEF venceu o BB por 8 a 0, levando o troféu de 3º colocado do campeonato. Os gols da CEF foram marcados por Helio, Rafael, João Ricardo, Igor (2), Gabriel (2) e Lucas.













Artilheiro e goleiro menos vazado

O troféu de Artilheiro do Campeonato foi entregue a Denis (Bradesco Centro 2) que marcou 23 gols no campeonato.
Já o troféu de Goleiro Menos Vazado foi entregue a Willian (Itaú-Unibanco) que sofreu apenas 17 gols em todo o campeonato.











































Fonte: Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região

*(em breve estaremos disponibilizando o compacto em vídeo da Final entre Bradesco Centro 2 e Itaú-Unibanco)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Resultado da enquete sobre as Metas nos Bancos

Resultado da enquete realizada pelo Blog dos Bancários de Jundiaí e Região, mostra que a maioria dos bancários acham que as Metas impostas pelos bancos são impossíveis ou difíceis. Veja o quadro abaixo:

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Seis maiores bancos lucram R$ 21,7 bilhões e batem recorde no 1º semestre


O lucro dos seis maiores bancos do Brasil superou os R$ 20 bilhões no primeiro semestre deste ano. Somados, os lucros líquidos do Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil, Santander, Caixa Econômica Federal e HSBC alcançaram a impressionante cifra de R$ 21,72 bilhões.

Esse valor supera em 15% o registrado no primeiro semestre de 2008 - antes da crise econômica mundial -, quando os mesmos seus bancos lucraram mais de R$ 18,8 bilhões. O montante deste ano também supera o do primeiro semestre de 2009 - R$ 16,84 bilhões - , período da crise, em 28,75%.

O recorde de lucro deve-se principalmente, como os próprios bancos divulgam, ao aumento do crédito, que é fruto direto do trabalho dos bancários. "A expansão do crédito só pode acontecer a partir do trabalho dos funcionários, que no seu dia-a-dia estão na batalha para vender aos clientes, muitas vezes sob pressão, os produtos do banco", ressalta a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira. Ela lembra ainda que as cifras mostram que os bancos não só devem como podem atender com folga as reivindicações dos bancários na Campanha Nacional Unificada 2010.

Bradesco

O Bradesco divulgou lucro líquido recorrente de R$ 4,5 bilhões nesse primeiro semestre, voltando a bater seu próprio recorde histórico. O resultado supera em 12,13% o do primeiro semestre de 2009, quando o Bradesco lucrou R$ 4,02 bilhões. O patrimônio líquido do banco, em junho, alcançou R$ 44,2 bilhões, um crescimento de 18,9% em relação ao primeiro semestre do ano passado.

Itaú Unibanco

O Itaú Unibanco, maior banco privado do país, também bateu recorde, com lucro líquido de R$ 6,4 bilhões no primeiro semestre. Foi o maior valor registrado nos seis primeiros meses do ano em toda a história do sistema financeiro nacional.

Esse montante superou em 29,6% o obtido no primeiro semestre de 2009, quando o Itaú Unibanco lucrou R$ 4,9 bilhões, seu recorde anterior.

Santander

O lucro líquido do Santander nesse primeiro semestre foi de R$ 3,5 bilhões. Esse resultado elevou o Brasil ao patamar de melhor mercado do banco, ao lado do país sede, a Espanha. Os dois países respondem, cada um, por 22% do resultado mundial do Santander.

No mesmo período do ano passado, o Brasil era o segundo melhor mercado do Santander, com lucro líquido de R$ 1,01 bilhão e uma participação de 18% do total, atrás apenas da Espanha, com 27%. A tendência, segundo o presidente do banco, Fábio Barbosa, é que o Brasil supere a Espanha já no próximo trimestre.

Caixa

No semestre, o lucro líquido da Caixa Federal atingiu R$ 1,7 bilhão, crescimento de 44,1% em relação ao mesmo período de 2009, quando o banco divulgou lucro líquido de R$ 1,2 bilhão.

O excelente resultado deve-se em grande parte às operações de crédito, que cresceram 50,3% em comparação com o primeiro semestre de 2009.

Banco do Brasil

O lucro líquido do Banco do Brasil foi de R$ 5,1 bilhões nesse primeiro semestre de 2010. Isso representa crescimento de 27,85% em relação ao mesmo período de 2009. O valor só foi menor que o do Itaú Unibanco.

Novamente, o extraordinário crescimento foi motivado pelo aumento do crédito, como afirmou o próprio banco.

HSBC

A filial brasileira do banco inglês foi a que mais aumentou seus lucros no primeiro semestre em relação a igual período do ano passado. Os R$ 423 milhões registrados nos primeiros seis meses de 2010 são 70,8% maiores do que os R$ 247 milhões do primeiro semestre de 2009.


Fonte: Seeb São Paulo

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

TST condena Bradesco a pagar diferenças de promoções por merecimento

Considerando existir omissão do Bradesco em realizar uma avaliação de desempenho anual dos trabalhadores, a Seção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-I) do Tribunal Superior do Trabalho (TST) restabeleceu sentença que havia deferido a uma funcionária do Banco Bradesco o recebimento de diferenças salariais referentes a promoções anuais por merecimento.

O Plano de Cargos e Salário de 1990 do Bradesco havia estabelecido que os trabalhadores obteriam um avanço salarial em seu cargo, a partir de uma prévia avaliação de desempenho realizada anualmente pela empresa.

Com isso, uma trabalhadora propôs ação trabalhista alegando possuir o direito de receber diferenças salariais relacionadas a essas promoções estabelecidas no Plano de Cargos - não efetivadas justamente por omissão da empresa em não realizar as avaliações de desempenho.

O juiz de primeiro grau deferiu o pedido da trabalhadora e condenou a empresa ao pagamento das diferenças salariais decorrentes das promoções anuais. Diante disso, o Bradesco recorreu ao Tribunal Regional da 5ª Região (BA), que reformou a sentença.

Para o TRT, a omissão do empregador quanto às avaliações não levou, necessariamente, a perda do direito a uma função superior ou melhores condições salariais. Para o TRT, a avaliação não traz a certeza de que o trabalhador irá ascender funcionalmente, mas expressa mera expectativa de direito.

Inconformada, a trabalhadora recorreu ao TST. A Quarta Turma, contudo, não conheceu de seu recurso de revista. Novamente, a funcionária recorreu, agora à Seção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-I), por meio de recurso de embargos.

Ao analisar o caso, a SDI-I conheceu do recurso de embargos e concedeu o pedido da trabalhadora. Para o relator, ministro Lelio Bentes Corrêa, a empresa obrigou-se a realizar as avaliações de desempenho, uma vez que se fixou esse requisito para se conceder o avanço salarial.

O relator destacou que o gozo do direito assegurado ficou inviabilizado pela omissão do empregador, presumindo-se, então, implementada a circunstância para receber a promoção, com pertinência ao que estabelece o artigo 129 do Código Civil de 2002 - segundo qual se considera realizada, quanto aos efeitos jurídicos, a condição cujo implemento for maliciosamente obstado pela parte a quem desfavorecer. Para o ministro, não representa um elemento central a questão sobre a maliciosidade da empresa, pois basta a constatação de que o gozo do direito ficou obstado pela omissão da empresa.

Assim, a SDI-I, por maioria, deu provimento ao recurso de embargos da trabalhadora e restabeleceu a sentença que havia deferido as diferenças salariais decorrentes de promoções a que teria direito. (RR-125300-79.2004.5.05.0191-Fase Atual:E-ED)


Fonte: TST

quinta-feira, 11 de março de 2010

Bradesco responde no TST por assédio moral

O Bradesco não conseguiu fugir de uma ação por assédio moral movida por um ex-funcionário que cuidava do transporte de valores entre agências. O banco tentou barrar o andamento do processo alegando que o trabalhador demorou para ajuizar a reclamação.

O argumento foi inicialmente aceito pelo Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT/BA), mas o Tribunal Superior do Trabalho (TST) reformou a decisão e determinou que o TRT/BA julgue a questão. Os fatos reclamados pelo trabalhador ocorreram em 2003 e o ajuizamento do processo foi realizado em 2007.

Segundo o presidente da Sexta Turma e relator do caso no TST, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, o prazo para reclamações de natureza de assédio moral é de cinco anos durante o curso do contrato e de dois anos após o término da relação de emprego. No processo em discussão, o contrato de trabalho não foi extinto e sim suspenso, pois o trabalhador foi aposentado em 2004 por invalidez.

Assim, como o período entre a confirmação da incapacidade para o trabalho e o ajuizamento da ação se deu em um período inferior a cinco anos, “o ajuizamento está dentro do quinquênio previsto na Constituição”, conclui o relator.



Fonte: SEEB/SP

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

FETEC SP protocola denúncia contra Bradesco na Superintendência do INSS

A FETEC/CUT-SP entregou, oficialmente, nesta quarta-feira (24), à Superintendência do Instituto de Seguridade Social em São Paulo-SP, denúncia contra o Bradesco, por conta de práticas discriminatórias envolvendo funcionários acometidos por LERs/Dort.

Conforme denúncias, o banco lista os trabalhadores afastados por motivo da doença para posterior demissão. O caso é objeto de ação civil pública promovida pelo Ministério Público do Trabalho da 2ª Região em São Paulo, inclusive com indicação para que os efeitos da decisão sejam aplicados em nível nacional, uma vez que existem denúncias de práticas semelhantes por todo o país.
Segundo depoimentos colhidos durante a investigação, a instituição financeira estaria pedindo aos empregados que solicitem alta no INSS e, posteriormente, os dispensaria sob a alegação de que seria mais benéfico ao trabalhador diante da possibilidade do recebimento do FGTS e da multa fundiária.
Embora a juíza da 82ª Vara do Trabalho de SP tenha se declarado como incompetente para o julgamento, houve recurso ordinário por parte do Bradesco, motivo pelo qual o processo foi distribuído para a 2ª Turma do TRT da 2ª região, onde aguarda decisão.
Para a FETEC/CUT-SP, existem inúmeras evidências de que a prática, considerada criminosa pela entidade, esteja ocorrendo em várias regiões do país. “Tudo indica que sejam irregularidades atrás de irregularidades, pois, além de fazer os funcionários adoecerem, o Bradesco estaria se valendo de artimanhas para lesar bens públicos, na tentativa de se eximir de culpa”, afirma Crislaine Bertazzi, diretora de Saúde da FETEC SP.
Diante dos prováveis desrespeitos aos trabalhadores lesionados, a FETEC SP protocolou cópia do processo judicial contra o Bradesco na Superintendência do INSS, que se comprometeu em estudar a melhor forma de encaminhar a denúncia.
Paralelamente, a FETEC SP, juntamente com os seus sindicatos e a Contraf/CUT, analisarão os próximos encaminhamentos, de maneira com que a verdade venha à tona, seja punida se for o caso e, sobretudo, garantidos o respeito e os direitos dos trabalhadores.

Lucimar Cruz Beraldo

Fonte: FETEC/CUT

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Bradesco adere ao Programa Empresa Cidadã e amplia licença-maternidade

O Bradesco comunicou à Contraf-CUT nesta quarta-feira, 3, que irá aderir ao Programa Empresa Cidadã e garantir às suas funcionárias a ampliação da licença-maternidade para 180 dias. A decisão do banco foi informada em resposta ao ofício enviado pela Confederação à Fenaban e aos bancos privados, solicitando sua adesão imediata ao programa, a exemplo do que já foi anunciado pelo Itaú Unibanco na última sexta-feira, dia 29 de janeiro.

Com isso, o Bradesco também se junta ao Banco do Brasil, Nossa Caixa, Caixa Econômica Federal, Banrisul, VR, ING, Intercap, Industrial, Rendimento, Daycoval, Pine, Merril Lynch, Cruzeiro do Sul, Cacique e BES, que já aderiram ao programa. "É uma notícia muito importante para as bancárias do Bradesco e para seus filhos. A ampliação da licença-maternidade foi uma conquista importante da mobilização da campanha nacional dos bancários de 2009. Vamos continuar atentos até que todos os bancos façam a adesão ao programa", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

A ampliação é válida para todas as funcionárias. O Bradesco informou que as bancárias que retornaram ao trabalho a partir de 1º de janeiro de 2010, após ter completado 120 dias da licença-maternidade, e tinham enviado carta solicitando a ampliação para 180 dias, será concedida a prorrogação de 60 dias a partir de 4 de fevereiro. Caso as funcionárias estejam em férias, a prorrogação será concedida imediatamente após o retorno ao trabalho.

Além da Fenaban e do Bradesco, a Contraf-CUT também remeteu cartas aos demais bancos privados que ainda não aderiram ao Programa Empresa Cidadã, como o HSBC, Santander, Mercantil do Brasil, Safra e Citibank, dentre outros.

Fonte: Contraf-CUT

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Lucro do Bradesco de R$ 8,012 bilhões em 2009 garante PLR cheia


Primeiro grande banco a divulgar o balanço de 2009, o Bradesco apresentou lucro líquido de R$ 8,012 bilhões, crescimento de 5,1% em relação aos R$ 7,625 bilhões do ano passado. Assim, os funcionários devem receber o teto da PLR, de 2,2 salários (descontada a primeira parcela paga em outubro passado, de 54% do salário mais R$ 614). O valor adicional da PLR será de R$ 2.100 (descontados os R$ 1.050 já pagos em outubro), que representa o teto da regra dos 2% do lucro líquido.

"Esse resultado indica que os bancários estavam certos ao lutar pela alteração na regra do adicional da PLR", afirma o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino, lembrando que até 2008 o adicional era pago de acordo com o crescimento do lucro.

"Apostamos na mudança para um valor perene, de 2% do lucro líquido independente da variação desse indicador, porque sabíamos que esses resultados já são muitos altos, devendo se manter num patamar próximo no médio prazo", compelta.

O presidente do Sindicato recorda que em 2009 os banqueiros queriam, inclusive, reduzir o valor da PLR. "Mas os bancários foram à greve e pelo sexto ano seguido garantiram, além do aumento real de salário, melhorias na PLR com essa alteração da regra. Foi mais uma vitória da união entre os empregados dos bancos privados e públicos de todo o Brasil", completa Marcolino.

"Como o banco já divulgou o balanço, pode pagar imediatamente esses valores aos bancários. Vamos entrar em contato com a direção do Bradesco para que antecipe a distribuição da PLR e não aguarde o prazo limite de 1º de março", ressalta Marcolino.

Balanço

O Bradesco informou em seu balanço, divulgado nesta quinta-feira, dia 28, que mantém uma rede de atendimento de 3.454 agências tradicionais, 1.190 PABs, e 1.371 PAAs em todos os municípios do país, além de 30.657 máquinas de autoatendimento.

O lucro, de R$ 8,012 bilhões, é o terceiro maior da última década, de acordo com a consultoria Economática. O levantamento, feito com base em informações prestadas pelo banco à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em valores nominais (sem ajuste por inflação), coloca Banco do Brasil como o primeiro da década, com R$ 8,803 bilhões em 2008, e o Itaú em segundo, com lucro R$ 8,474 bilhões em 2007.

A lista, no entanto, pode ser alterada já que esses dois bancos ainda não divulgaram seus lucros em 2009.

Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Justiça manda Bradesco pagar R$ 1 milhão a gerente demitido em Rondônia

A Justiça do Trabalho, por meio da Vara do Trabalho de Rolim de Moura, em Rondônia, através de sentença proferida no ultimo dia 11, pelo Juiz Federal Wadler Ferreira, condenou em primeira instância o Banco Bradesco S/A a pagar R$ 1 milhão ao ex-gerente da agência de Rolim de Moura-RO.

O bancário foi demitido da instituição depois que a família a esposa e dois filhos foram mantidos como reféns durante a noite do dia 26 de março de 2007. Os assaltantes foram com a família do então gerente até a zona rural de Cacoal e obrigaram o gerente a ir até agência, abrir o cofre e levaram mais de 100 mil reais em dinheiro.

Somente cinco horas depois de pegarem o dinheiro, eles abandonaram a família do gerente, que foi assistida por moradores da região. Tempo depois o Serviço de Inteligência da PM de Rolim de Moura elucidou o caso e os envolvidos no crime foram todos presos.

A administração do banco considerou que o gerente procedeu de maneira contrária às normas da empresa e por este motivo foi demitido. Considerando-se injustiçado, o gerente acionou e a justiça do trabalho e ganhou indenização de mais de R$ 1 milhão. A assessoria jurídica do banco informou que vai recorrer da sentença.

O Juiz Wadler Ferreira disse que, dentre os valores, estão incluídos danos morais, indenização e honorários periciais. De acordo com a sentença que possui 21 laudas, os fatos acontecidos em março 2007, consiste no crime de extorsão mediante seqüestro e envolvendo o gerente, é um acidente de trabalho e, por este motivo, considera que ele foi demitido injustamente e determina o pagamento da indenização.


Fonte: Dorti Schimer - Jornal Folha de Rondônia