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terça-feira, 15 de março de 2011
CEF: Excesso de Horas Extras é grave desvio
Os empregados da Caixa Econômica Federal estão cada vez mais sobrecarregados de trabalho. Em todos os setores há acúmulo de funções e a jornada de trabalho tornou-se sistematicamente desrespeitada pela realização constante das Horas Extras (H.E) a fim de cumprir as atividades diárias. O setor de caixas das agências tem sido um dos mais afetados, pois além do atendimento no horário de funcionamento das agências, existe o expediente pós-fechamento, para processar envelopes, malotes etc.
Em decorrência disto, muitos funcionários de seis e oito horas, realizam cotidianamente jornadas maiores, chegando até dez horas e muitas vezes ultrapassando as duas horas extras diárias, que é uma grave fraude contra a Convenção Coletiva e à Lei, que regula o limite de duas horas extras diárias no máximo.
A coisa ficou tão regular, que muitos funcionários acostumaram a incorporar os valores de hora extra aos salários. Em muitas agências de nossa base sindical, acontece o chamado “controle paralelo”, isto é, quando excedida as duas horas-extras permitidas, o funcionário continua trabalhando, tendo sua máquina logada com a senha gerencial. Há também casos de regularização no dia seguinte do Sipon (ponto eletrônico), onde deliberadamente o funcionário não registra a saída na hora certa, continua trabalhando e a partir da autorização gerencial faz o acerto do horário no dia seguinte, no entanto, desconsiderando oficialmente as horas trabalhadas além das duas H.E e adotando para elas um controle à parte.
O Sindicato lembra que a jornada de seis horas para cargos que não são de “confiança” é uma conquista histórica da categoria e tem razão de existir. O trabalho bancário é, sem dúvida, muito estressante, especialmente devido à pressão, necessidade de concentração e atenção constantes, atendimento ao público, situações de tensão etc. O excesso de jornada de trabalho aumenta a possibilidade de problemas de saúde, como Depressão, Ansiedade, Síndrome do Pânico e LER/DORT, entre outros. Por isso é fundamental que se cumpra a jornada legalmente acordada em nossa Convenção Coletiva. A Hora-Extra deve ser a exceção, ocorrer eventualmente e não tornar-se a regra. O empregado precisa ter cuidado, pois o salário maior hoje pode ter sérias implicações em pouco tempo.
O Sindicato vem cobrando a direção da CEF para ter responsabilidade e realizar mais contratações a fim de resolver o aumento na demanda de serviços. Na região de Jundiaí já levamos os problemas para as instâncias regionais competentes. O funcionário não deve ser pressionado a fazer Horas Extras e deve denunciar se isto ocorre, bem como se ocorrer situações onde o trabalho excede as duas horas extras. Não podemos admitir a pressão de gestores ou da direção da empresa para se desrespeitar a saúde e os direitos dos funcionários.
quarta-feira, 2 de março de 2011
Caixa admite necessidade de critérios para retirar comissão do empregado
A Caixa Econômica Federal admitiu pela primeira vez a necessidade de se estabelecer parâmetros para a retirada da comissão do empregado, de forma a evitar que a decisão fique a critério exclusivo do gestor. A flexibilização do posicionamento da empresa em relação ao assunto foi manifestada nesta terça-feira, dia 1º de março, em Brasília, na retomada da mesa de negociações permanentes, após nova cobrança da Contraf-CUT, federações e sindicatos de bancários.
A regulação da retirada da função é uma antiga reivindicação do movimento dos empregados. O entendimento é de que o bancário que se submeteu a avaliações antes de ser nomeado para determinado cargo em comissão, inclusive por meio de processo seletivo interno, não pode ficar sujeito à destituição injustificada e, tampouco, a mercê de decisões unilaterais dos gestores.
Os representantes da Caixa afirmaram que essa se tornou também uma preocupação da empresa e que o debate a respeito do assunto já está acontecendo. Eles disseram, inclusive, que a expectativa é de avanços nas definições ao longo de 2011.
Também foram discutidas na reunião desta terça-feira a promoção por merecimento, os desdobramentos e pendências relacionadas ao PFG, o Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon) e a Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) para aposentados com ações judiciais contra a empresa, especialmente as que tratam do tíquete alimentação.
Sobre a promoção por merecimento, a empresa informou que a avaliação foi concluída na semana passada e que o resultado pode ser divulgado a qualquer momento. O pagamento será efetuado na folha de março, retroativamente a janeiro último.
Entre os desdobramentos do PFG, os dirigentes sindicais apontaram discriminações aos empregados que decidiram permanecer no REG/Replan não-saldado da Funcef, como no caso do não-repasse pela Caixa ao fundo de pensão dos valores correspondentes à diferença salarial decorrente da migração para o PFG por determinação judicial.
Em resposta à proposta feita anteriormente pela Caixa, de mobilidade dos participantes do REG/Replan não-saldado dentro do próprio PCC, os representantes das entidades sindicais informaram que aceitam debatê-la, mas tendo como parâmetro o ganho financeiro que esses empregados teriam casso fossem para o PFG. Essa discussão será pautada para a próxima rodada de negociações.
Ainda em relação ao PFG, foram apontados pelos empregados problemas em nomenclaturas de funções, que se mostraram inapropriadas. A volta da designação Tesoureiro foi destacada como indevida do ponto de vista da segurança, uma vez que torna o ocupante da função mais vulnerável à ação de assaltantes.
Os representantes dos empregados trataram ainda da implantação do cargo de Supervisor de Atendimento. A esse supervisor são atribuídas múltiplas atribuições, mas, por outro lado, estão sendo abertas novas agências sem o ocupante do cargo.
No que se refere ao cargo de Consultor de Canais, o problema ressaltado na mesa de negociação é o deslocamento de pessoas da própria unidade para função, sem a reposição da lotação da unidade, onde já há forte carência de pessoal.
Houve entendimento entre os representantes dos empregados e da empresa para a criação da CCV, que tratará do tíquete e outras pendências judiciais envolvendo os aposentados. O projeto-piloto da comissão será implantado nas bases sindicais de São Paulo, Campinas, Brasília e Ceará. Terá a duração de três meses.
Em relação ao Sipon, foram relacionadas pela Contraf-CUT, federações e sindicatos inúmeras denúncias, a começar pela não-marcação de hora extra, por determinação do gestor. Foi cobrado da empresa o fechamento do sistema após a marcação da saída do empregado.
Os problemas do Sipon serão tratados em grupo de trabalho, em cumprimento ao acordo coletivo do ano passado. O GT já realizou este ano a sua primeira reunião.
Ficou acertado entre os representantes dos empregados e da empresa que as questões relativas ao Plano Estratégico para o Atendimento (PEATE) serão debatidas na próxima rodada das negociações permanentes. A Contraf-CUT apontou como questão central a contratação de mais empregados.
Fonte: Contraf-CUT com Fenae
A regulação da retirada da função é uma antiga reivindicação do movimento dos empregados. O entendimento é de que o bancário que se submeteu a avaliações antes de ser nomeado para determinado cargo em comissão, inclusive por meio de processo seletivo interno, não pode ficar sujeito à destituição injustificada e, tampouco, a mercê de decisões unilaterais dos gestores.
Os representantes da Caixa afirmaram que essa se tornou também uma preocupação da empresa e que o debate a respeito do assunto já está acontecendo. Eles disseram, inclusive, que a expectativa é de avanços nas definições ao longo de 2011.
Também foram discutidas na reunião desta terça-feira a promoção por merecimento, os desdobramentos e pendências relacionadas ao PFG, o Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon) e a Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) para aposentados com ações judiciais contra a empresa, especialmente as que tratam do tíquete alimentação.
Sobre a promoção por merecimento, a empresa informou que a avaliação foi concluída na semana passada e que o resultado pode ser divulgado a qualquer momento. O pagamento será efetuado na folha de março, retroativamente a janeiro último.
Entre os desdobramentos do PFG, os dirigentes sindicais apontaram discriminações aos empregados que decidiram permanecer no REG/Replan não-saldado da Funcef, como no caso do não-repasse pela Caixa ao fundo de pensão dos valores correspondentes à diferença salarial decorrente da migração para o PFG por determinação judicial.
Em resposta à proposta feita anteriormente pela Caixa, de mobilidade dos participantes do REG/Replan não-saldado dentro do próprio PCC, os representantes das entidades sindicais informaram que aceitam debatê-la, mas tendo como parâmetro o ganho financeiro que esses empregados teriam casso fossem para o PFG. Essa discussão será pautada para a próxima rodada de negociações.
Ainda em relação ao PFG, foram apontados pelos empregados problemas em nomenclaturas de funções, que se mostraram inapropriadas. A volta da designação Tesoureiro foi destacada como indevida do ponto de vista da segurança, uma vez que torna o ocupante da função mais vulnerável à ação de assaltantes.
Os representantes dos empregados trataram ainda da implantação do cargo de Supervisor de Atendimento. A esse supervisor são atribuídas múltiplas atribuições, mas, por outro lado, estão sendo abertas novas agências sem o ocupante do cargo.
No que se refere ao cargo de Consultor de Canais, o problema ressaltado na mesa de negociação é o deslocamento de pessoas da própria unidade para função, sem a reposição da lotação da unidade, onde já há forte carência de pessoal.
Houve entendimento entre os representantes dos empregados e da empresa para a criação da CCV, que tratará do tíquete e outras pendências judiciais envolvendo os aposentados. O projeto-piloto da comissão será implantado nas bases sindicais de São Paulo, Campinas, Brasília e Ceará. Terá a duração de três meses.
Em relação ao Sipon, foram relacionadas pela Contraf-CUT, federações e sindicatos inúmeras denúncias, a começar pela não-marcação de hora extra, por determinação do gestor. Foi cobrado da empresa o fechamento do sistema após a marcação da saída do empregado.
Os problemas do Sipon serão tratados em grupo de trabalho, em cumprimento ao acordo coletivo do ano passado. O GT já realizou este ano a sua primeira reunião.
Ficou acertado entre os representantes dos empregados e da empresa que as questões relativas ao Plano Estratégico para o Atendimento (PEATE) serão debatidas na próxima rodada das negociações permanentes. A Contraf-CUT apontou como questão central a contratação de mais empregados.
Fonte: Contraf-CUT com Fenae
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Caixa não apresenta avanços e bancários se preparam para a greve
A Caixa Econômica Federal manteve a posição intransigente das últimas reuniões e não apresentou nenhuma novidade na negociação com o Comando Nacional dos Bancários nesta quinta-feira, 23, em São Paulo. O banco apresentou um documento, afirmando que irá cumprir os itens econômicos da Fenaban e propondo a renovação de algumas cláusulas do atual Acordo Coletivo.
"A proposta está muito aquém do esperado pelos empregados da Caixa. Há várias questões específicas que não estão contempladas, como a questão do piso, que também está na mesa com a Fenaban, questões de isonomia, especificamente licença-prêmio e anuênio, pontos relativos ao PFG, como a discriminação aos empregados que optaram por permanecer no REG/Replan não saldado, o processo de promoção por mérito do ano passado e o ticket dos aposentados", afirma Jair Ferreira, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, que assessora o Comando nas negociações com o banco.
Sobre estes pontos, o banco voltou a se negar a discutir os temas relativos à isonomia, afirmando que irá acompanhar as decisões do governo federal e seguir a legislação em discussão no Congresso Nacional. Os negociadores da Caixa também mantiveram sua intransigência e reafirmaram a manutenção da discriminação dos empregados que permanecem no REG/Replan não saldado.
"Estes pontos são importantes para os empregados e o banco não está dando o devido valor. A Caixa parece estar apostando no confronto com a categoria, empurrando os bancários para a greve. É o momento de mostrar nossa força com uma mobilização intensa em todo o país", afirma Plínio Pavão, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT e empregado da Caixa.
Também presente à negociação, o presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional, Carlos Cordeiro, cobrou do banco mudança na sua postura e que trabalhe para a construção de uma proposta satisfatória na mesa unificada com a Fenaban.
"Os bancos desrespeitaram os bancários na negociação de quarta-feira, 22, ao não apresentarem proposta de reajuste acima da inflação. A Caixa tem um peso importante na Fenaban e têm como fazer a mesa andar. Até dia 27, os bancos podem apresentar nova proposta, mas, se não vier, estamos preparados para deflagrar nas assembleias do dia 28 uma greve nacional a partir do dia 29 ainda mais forte que a dos anos anteriores", finaliza.
Fonte: Contraf-CUT
"A proposta está muito aquém do esperado pelos empregados da Caixa. Há várias questões específicas que não estão contempladas, como a questão do piso, que também está na mesa com a Fenaban, questões de isonomia, especificamente licença-prêmio e anuênio, pontos relativos ao PFG, como a discriminação aos empregados que optaram por permanecer no REG/Replan não saldado, o processo de promoção por mérito do ano passado e o ticket dos aposentados", afirma Jair Ferreira, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, que assessora o Comando nas negociações com o banco.
Sobre estes pontos, o banco voltou a se negar a discutir os temas relativos à isonomia, afirmando que irá acompanhar as decisões do governo federal e seguir a legislação em discussão no Congresso Nacional. Os negociadores da Caixa também mantiveram sua intransigência e reafirmaram a manutenção da discriminação dos empregados que permanecem no REG/Replan não saldado.
"Estes pontos são importantes para os empregados e o banco não está dando o devido valor. A Caixa parece estar apostando no confronto com a categoria, empurrando os bancários para a greve. É o momento de mostrar nossa força com uma mobilização intensa em todo o país", afirma Plínio Pavão, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT e empregado da Caixa.
Também presente à negociação, o presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional, Carlos Cordeiro, cobrou do banco mudança na sua postura e que trabalhe para a construção de uma proposta satisfatória na mesa unificada com a Fenaban.
"Os bancos desrespeitaram os bancários na negociação de quarta-feira, 22, ao não apresentarem proposta de reajuste acima da inflação. A Caixa tem um peso importante na Fenaban e têm como fazer a mesa andar. Até dia 27, os bancos podem apresentar nova proposta, mas, se não vier, estamos preparados para deflagrar nas assembleias do dia 28 uma greve nacional a partir do dia 29 ainda mais forte que a dos anos anteriores", finaliza.
Fonte: Contraf-CUT
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Bradesco Centro 2 é campeão do Campeonato de Futebol Society 2010
No último dia 04, no Rola Bola em Jundiaí, o Bradesco Centro 2 sagrou-se campeão do Campeonato de Futebol Society 2010 com vitória eletrizante sobre o time do Itaú-Unibanco que estava invicto até a final*.
No primeiro tempo, a supremacia foi do time do Bradesco que abriu uma vantagem de quatro gols sobre o adversário, com três gols de Otávio e um gol de Denis.
O que parecia fácil para o Bradesco, tornou-se um pesadelo. No segundo tempo, o time do Itaú-Unibanco esboçou reação e fez três gols – dois de Diogo e um de Daniel. Mas o time do Bradesco acabou fazendo mais um gol com o artilheiro Denis e mais um de pênalti com o jogador Pio. O Itaú fez mais um gol com Diogo, mas já era tarde demais, e o Bradesco sagrou-se campeão, vencendo o jogo por 6 a 4.
Disputa do 3º lugar
Houve também, a disputa do 3º lugar, onde o time da CEF venceu o time do BB que jogou com apenas cinco jogadores. A CEF venceu o BB por 8 a 0, levando o troféu de 3º colocado do campeonato. Os gols da CEF foram marcados por Helio, Rafael, João Ricardo, Igor (2), Gabriel (2) e Lucas.
Artilheiro e goleiro menos vazado
O troféu de Artilheiro do Campeonato foi entregue a Denis (Bradesco Centro 2) que marcou 23 gols no campeonato.
Já o troféu de Goleiro Menos Vazado foi entregue a Willian (Itaú-Unibanco) que sofreu apenas 17 gols em todo o campeonato.
Fonte: Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região
*(em breve estaremos disponibilizando o compacto em vídeo da Final entre Bradesco Centro 2 e Itaú-Unibanco)
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Resultado da enquete sobre as Metas nos Bancos
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Seis maiores bancos lucram R$ 21,7 bilhões e batem recorde no 1º semestre

O lucro dos seis maiores bancos do Brasil superou os R$ 20 bilhões no primeiro semestre deste ano. Somados, os lucros líquidos do Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil, Santander, Caixa Econômica Federal e HSBC alcançaram a impressionante cifra de R$ 21,72 bilhões.
Esse valor supera em 15% o registrado no primeiro semestre de 2008 - antes da crise econômica mundial -, quando os mesmos seus bancos lucraram mais de R$ 18,8 bilhões. O montante deste ano também supera o do primeiro semestre de 2009 - R$ 16,84 bilhões - , período da crise, em 28,75%.
O recorde de lucro deve-se principalmente, como os próprios bancos divulgam, ao aumento do crédito, que é fruto direto do trabalho dos bancários. "A expansão do crédito só pode acontecer a partir do trabalho dos funcionários, que no seu dia-a-dia estão na batalha para vender aos clientes, muitas vezes sob pressão, os produtos do banco", ressalta a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira. Ela lembra ainda que as cifras mostram que os bancos não só devem como podem atender com folga as reivindicações dos bancários na Campanha Nacional Unificada 2010.
Bradesco
O Bradesco divulgou lucro líquido recorrente de R$ 4,5 bilhões nesse primeiro semestre, voltando a bater seu próprio recorde histórico. O resultado supera em 12,13% o do primeiro semestre de 2009, quando o Bradesco lucrou R$ 4,02 bilhões. O patrimônio líquido do banco, em junho, alcançou R$ 44,2 bilhões, um crescimento de 18,9% em relação ao primeiro semestre do ano passado.
Itaú Unibanco
O Itaú Unibanco, maior banco privado do país, também bateu recorde, com lucro líquido de R$ 6,4 bilhões no primeiro semestre. Foi o maior valor registrado nos seis primeiros meses do ano em toda a história do sistema financeiro nacional.
Esse montante superou em 29,6% o obtido no primeiro semestre de 2009, quando o Itaú Unibanco lucrou R$ 4,9 bilhões, seu recorde anterior.
Santander
O lucro líquido do Santander nesse primeiro semestre foi de R$ 3,5 bilhões. Esse resultado elevou o Brasil ao patamar de melhor mercado do banco, ao lado do país sede, a Espanha. Os dois países respondem, cada um, por 22% do resultado mundial do Santander.
No mesmo período do ano passado, o Brasil era o segundo melhor mercado do Santander, com lucro líquido de R$ 1,01 bilhão e uma participação de 18% do total, atrás apenas da Espanha, com 27%. A tendência, segundo o presidente do banco, Fábio Barbosa, é que o Brasil supere a Espanha já no próximo trimestre.
Caixa
No semestre, o lucro líquido da Caixa Federal atingiu R$ 1,7 bilhão, crescimento de 44,1% em relação ao mesmo período de 2009, quando o banco divulgou lucro líquido de R$ 1,2 bilhão.
O excelente resultado deve-se em grande parte às operações de crédito, que cresceram 50,3% em comparação com o primeiro semestre de 2009.
Banco do Brasil
O lucro líquido do Banco do Brasil foi de R$ 5,1 bilhões nesse primeiro semestre de 2010. Isso representa crescimento de 27,85% em relação ao mesmo período de 2009. O valor só foi menor que o do Itaú Unibanco.
Novamente, o extraordinário crescimento foi motivado pelo aumento do crédito, como afirmou o próprio banco.
HSBC
A filial brasileira do banco inglês foi a que mais aumentou seus lucros no primeiro semestre em relação a igual período do ano passado. Os R$ 423 milhões registrados nos primeiros seis meses de 2010 são 70,8% maiores do que os R$ 247 milhões do primeiro semestre de 2009.
Fonte: Seeb São Paulo
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Lucro da Caixa atinge R$ 1,7 bi no semestre. Bancários cobram valorização

A ciranda financeira favorável aos bancos brasileiros – potencializada pela não aprovação do artigo 192 da Constituição Federal, que regulamenta o sistema bancário nacional – continua gerando lucros bilionários. O exemplo mais recente é o resultado alcançado pela Caixa Econômica no primeiro semestre de 2010. Divulgado nesta quinta-feira (12), o lucro líquido da empresa atingiu R$ 1,7 bilhão, montante 44,1% superior em relação ao mesmo período do ano anterior (R$ 1,158 bilhão).
“Diante desse extraordinário resultado, fruto do esforço dos empregados da Caixa, esperamos que a direção da empresa reconheça o trabalho dos empregados e sua parte no alcance desse desempenho e atenda as reivindicações da pauta da Campanha Nacional 2010, já entregue aos representantes do banco”, cobra Enilson da Silva, diretor do Sindicato e funcionário da Caixa.
No segundo trimestre do ano, a Caixa apresentou ganho de R$ 890 milhões, 14,5% maior que o número do ano passado (R$ 706 milhões). De acordo com comunicado enviado pelo banco, o resultado é fruto de uma expansão de crédito de 50,3% sobre junho do ano passado. O saldo em 31 de junho atingiu R$ 149,2 bilhões. Isso permitiu à instituição um ganho de 2 pontos percentuais de fatia de mercado, fechando o semestre com 9,75% do total do sistema financeiro.
O destaque foi o setor de habitação, responsável por mais de metade da carteira total, que avançou 58% em um ano, para R$ 86,9 bilhões. Com isso, a participação da Caixa em financiamento imobiliário chegou a 75,9% do mercado, um aumento de 3,4 pontos percentuais sobre junho de 2009.
Fonte: Com informações do G1, Valor Online e Reuters
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